COMUNICAÇÃO
Governo propõe aumento a PMPI após movimento

Depois de mais de três horas reunidos no Tribunal de Justiça do Estado, os policiais e bombeiros militares decidiram ontem à noite encerrar a operação Polícia Legal, Tolerância Zero, que reivindicava melhorias salariais e de condições de trabalho. A reunião foi mediada pelo presidente do TJ, desembargador Edvaldo Moura, e contou com a participação dos líderes do movimento, de representantes do Governo e da Assembleia Legislativa.
Os militares dicidiram, em assembléia geral realizada logo após a reunião, aceitar a proposta do governo de aumento salarial de 107% dividido em quatro parcelas - a primeira, de 25%, em 2012 e a última em 2015. Com o reajuste, o salário do soldado passará dos atuais R$ 1.370,00, aproximadamente, para R$ 1.704,10 em 2012, chegando a R$ 3.100,00 em 2015 (veja tabela abaixo). O ticket alimentação foi reajustado de R$ 120,00 para R$ 145,00. O reajuste beneficia 13 mil militares, entre ativos e inativos.
Em contrapartida, o governo aceitou a proposta dos militares de anistiar todos os participantes do movimento de qualquer medida punitiva. Uma mensagem com a proposta de reajuste vai ser encaminhada pelo Executivo à Assembleia, com a garantia dada pelos representantes do governo na reunião, de que será aprovada sem alterações. Participaram do encontro, do lado do governo os secretários Wilson Brandão, de Governo, e Paulo Ivan da Silva Santos, da Administração, além do comandante geral da PM, coronel Rubens Pereira, e do coordenador estadual de comunicação, Fenelon Rocha.
O movimento Polícia Legal, Tolerância Zero durou uma semana. Os militares fizeram várias manifestações, continuaram indo para os quartéis mas não ia para as ruas. A reunião no Tribunal de Justiça que resultou no fim da greve encerrou um dia tumultuado. O governo pediu a prisão do comando da greve para tentar debelar o movimento. Todos os homens que estavam no planejamento das ações do movimento tiveram prisão solicitada à Corregedoria Geral da Polícia Militar do Piauí.
Os militares fizeram uma manifestação no Palácio de Karnak pela manhã, e logo depois, foram à Assembleia pedir a intermediação dos deputados estaduais para negociar. A prisão foi autorizada pela Corregedoria da Polícia Militar alegando a indisciplina. Corriam risco de serem presos por indisciplina o capitão Evandro Rodrigues, presidente da Associação dos Oficiais da PM/PI, e o soldado Jarbas Cavalcante, da Associação de Cabos e Soldados, que lideram o movimento dos militares, juntamente com a presidente da Associação dos Policiais Militares Ativos, Inativos, Pensionistas e Bombeiros, Marcioneide Pereira, e outros mais cinco líderes do movimento.



